quarta-feira, 6 de julho de 2011

Sie leben hinterm Sonnenschein.


Nenhuma palavra foi trocada, o silêncio reinava.

Estávamos andando com cabeças baixas, sentíamos vergonha daquele sentimento que nos consumia. 
Seria esse o fim? Isso nos levaria a loucura?

Talvez eu nunca saiba, e ele sentia algo recíproco, tão poderoso que a lucidez tentava criar armaduras de autodefesa. Meus pensamentos funcionavam como uma enorme engrenagem, e de algum jeito tudo se interligava. O passado ousava nos atormentar, não nos deixava em paz... 
O passado, Ah o meu passado...
Ele tem a alma podre, e absorvia cada força minha, seria esse monstro que me atacaria?
 E esse mesmo monstro que nos mata é o mesmo que diz que nunca vamos morrer?
Algumas memórias estão extintas em mim, assim como todas as coisas fúteis que eu anseio por não lembrar, porque pensar significa poder, eu quero novas expectativas e escolhas.
Nosso prazo de validade é composto por suposições e medo, o passado nos fez forte, e hoje nós somos o que queremos, talvez, uma mera conseqüência, meras necessidades, ou apenas sonhos? Sonhos são domadores, apanhadores.  
Mas creio que é quase impossível definir o que realmente somos, e se existimos...  ou eu tenho medo de tentar descobrir que somos apenas  meras Coincidências. 
O passado já não é tão importante agora.
Então levantamos a cabeça, nos olhamos como iguais, e 
Eu perguntei: 
- Sobrou alguma coisa de nós?

E ele disse: - Apenas uma palavra, amor.  Já sentiu algo assim?

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