As coisas não nunca mais seriam como eram antigamente.
Ali naquela sala jazia um silêncio que quase adentrava nas trevas, um silêncio que enlouquecia, que atormentava meu interior, e era exatamente a sensação que ele queria que eu sentisse, uma coisa quase subjetiva.
Estava ali, tanto quanto no anonimato, agora ele não poderia me ferir, e nem ferir meu orgulho que sempre foi a única coisa da qual valeu a pena lutar. Eu morri, não era mais humana, não sentia e não tinha nada, ninguém...
o medo já era um amigo, ele não me influenciava mais, e eu sabia que estava ali o tempo todo.
Agora que ele se foi, finalmente restam perguntas.. apenas perguntas.
O mistério da história é realmente de quem protagoniza ? Quem nos pune nos dá a coroa quando sobrevivemos ao impossível?
Logo alguém colocou a mão em meus ombros e me ajoelhei como se um fogo consumisse meu corpo, eu vi um reflexo ..
ali vulnerável estava aquela alma perdida, a minha alma.
Os pensamentos já me atingiam de uma forma bruta e constante, as lembranças em fizeram ver quem eu sou, ou quem eu finjo ser, eu senti medo do que me tornei.
Temos poder sobre o medo que criamos, não podemos negar que o amor existe, mas não deixamos que as aparência nos enganem, ele pode ser avassalador, pode construir e em segundos destruir.
O amor jazia ali, agora estava frio e intacto.
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